terça-feira, 6 de julho de 2010

EDUCAÇÃO BRASILEIRA: UM QUADRO NEGATIVO

O brasileiro está lendo mais. Contudo, o país ainda reúne um contingente de 77 milhões de não-leitores. Esta é uma das conclusões da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", a maior já realizada em âmbito nacional sobre o comportamento do leitor brasileiro, abrangendo 172 milhões de pessoas (92% da população).
O estudo, realizado em 2007 pelo Instituto Pró-Livro, com apoio da Câmara Brasileira do Livro (CBL), do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e da Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros), resultou em um livro que reúne textos, gráficos e artigos de especialistas no assunto.
Após promover a primeira edição da pesquisa "Retratos da Leitura", em 2000, o Instituto Pró-Livro decidiu investigar o impacto de ações e investimentos realizados pelo governo e algumas entidades na área, para consolidar ou orientar novas iniciativas e incentivar debates e estudos entre especialistas e interessados no tema:
"Sete anos depois, felizmente, muito se investiu em programas de governo e em projetos direcionados ao fomento da leitura no país. Podemos citar, por exemplo, a implementação de ações que possibilitaram o acesso ao livro a milhões de estudantes do ensino médio e superior, a expressiva ampliação de estudantes dos dois níveis e o esforço em zerar o número de cidades brasileiras sem bibliotecas", assegura Jorge Yunes, Presidente do Instituto Pró-Livro.
REVELAÇÕES
Entre os milhares de gráficos, quadros e informações revelados na publicação, dá para se extrair boas e más notícias, segundo Galeano Amorim, organizador do livro: "A boa notícia é que a pesquisa revelou que, quando o Estado investe em políticas públicas — e é seu dever fazê-lo —, os resultados não tardam a aparecer. Basta olhar os índices de leitura entre as crianças e jovens que freqüentam as escolas: é mais do que o dobro do que se lê fora delas."
A má notícia é que o Brasil, apesar dos recentes avanços, ainda não reconhece a questão do livro e da leitura como algo realmente importante e estratégico para seu presente e, sobretudo, para construir outro tipo de futuro, na avaliação de Galeano.
O estudo foi aplicado no fim de 2007 em 311 municípios de todo o país (5.012 habitantes em cada), pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope Inteligência), somando 172 milhões de pessoas (92% da população brasileira). A análise revelou a percepção da leitura no imaginário coletivo, o perfil do leitor e do não-leitor, as preferências e motivações dos leitores e os canais e formas de acesso ao livro.
A primeira pesquisa "Retratos da Leitura" atingiu 44 municípios brasileiros e apontou que 49% da população eram consideradas leitores. Nesta segunda edição, os dados indicam que o brasileiro está lendo mais, já que 55% da população (95 milhões de pessoas) declararam ter lido ao menos um livro nos três últimos meses. O total sobe para 100 milhões de leitores, se forem incluídos os entrevistados que revelaram ter lido ao menos um livro ao longo de 2007.
ANÁLISE
Além dos dados da pesquisa, a publicação "Retratos da Leitura" apresenta artigos de pessoas comprometidas com a questão do livro no País, como o escritor Moacyr Scliar, que destaca o valor simbólico do ato de ler: "Em se tratando de leitores jovens, é melhor apresentar a leitura como um convite amável, não como tarefa, como uma obrigação que, ao fim e ao cabo, solapa o próprio simbolismo da leitura, transformada num trabalho árido, quando não penoso. A casa da leitura tem muitas portas, e a porta do prazer é das mais largas e acolhedoras".
José Castilho Marques Neto, Secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura, dos Ministérios da Cultura e da Educação, comemora na publicação a nova agenda para políticas públicas para o setor: "Em minha opinião e na de muitos que encontro pelo Brasil afora, dos especialistas aos batalhadores diuturnos pela leitura, vivemos um período excepcional, promissor e decisivo. As bibliotecas, por exemplo, poderão ter um papel equivalente ao da escola na manutenção e formação de leitores fora da idade escolar, uma vez que boa parte da população não pode comprar livros."
ESCOLA
O papel da escola na formação de leitores é destacado também por Jeanete Beauchamp, Diretora de Políticas de Formação, Materiais Didáticos e Tecnologias para a Educação Básica do MEC, e por André Lázaro, Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação. Para eles, a pesquisa evidencia que, por meio da escola, o Brasil entra em contato com o processo de leitura e tem acesso aos livros, independentemente da classe social.
Autor de O Brasil Pode Ser um País de Leitores?, o jornalista Felipe Lindoso discorre sobre a cadeia produtiva do livro e da leitura no pais: "A maioria da população não tem acesso ao livro e à leitura depois que deixa e escola. Somente políticas públicas conseqüentes permitirão que se construa uma rede de bibliotecas públicas no Brasil, precisamente o que falta para que a indústria editorial corresponda e possa atender às necessidades de educação, cultura e lazer dos que já saíram das escolas".
INCENTIVOS
A necessidade de um maior número de ações que promovam o acesso à leitura também é destacada na obra por Maria Antonieta Antunes Cunha, doutora em Letras e professora da Universidade Federal de Minas Gerais e da PUC-MG: "Como a TV e o rádio são atividades freqüentes na vida do brasileiro, seria importante, em curto prazo, multiplicar nos veículos do poder público programas de promoção à leitura, com enfoque na percepção da leitura como lazer ou descanso. Também teriam bons resultados campanhas e publicidade com enfoque em obras e autores".
Oportunidades de leituras prazerosas vivenciadas durante a vida são ótimas fontes de incentivo à educação, segundo Lucília Helena do Carmo Garcez. Para a mestra em Teoria da Literatura pela UnB, o interesse é desenvolvido de acordo com essa experiência de prazer, que pode ser estimulada por pais, professores e um ambiente de valorização da leitura.
Jefferson Assumção, Coordenador-geral de Livro e Leitura do Ministério da Cultura, acredita que o cumprimento das atividades estabelecidas no Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) pode fortalecer os processos de leitura cultural, crítica ou utilitária: "Os princípios norteadores e as ações do PNLL devem ser concretizados para que o Brasil se transforme em uma sociedade leitora tanto do ponto de vista educacional, quanto cultural".
DESAFIOS
Profissionais especializados devem introduzir novas experiências e desafios ao conhecimento e ao desejo de descoberta de crianças e jovens, na opinião de Zoara Failla, socióloga, Coordenadora para o Ensino Médio de São Paulo e integrante da equipe técnica da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. No artigo "Os jovens, a leitura e a inclusão", ela defende que o mundo da literatura deve ser mostrado em um ambiente cultural que possa interessar ao jovem.
A importância da educação para a conquista da cidadania é sublinhada por Jorge Werthein, Diretor da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana: "Vamos todos buscar nos livros, digitais ou em papel, o conhecimento. É o caminho para que conflitos naturais da vida em sociedade resultem em crescimento do bem-estar e redução das desigualdades".
ALGUMAS CONCLUSÕES DA PESQUISA:
• A média de leitura do país é de 4,7 livros por habitante/ano; 3,4 livros por habitante/ano foram indicados pela escola, freqüentada por 60 milhões de pessoas de todas as idades; 1,3 livros per capita foram lidos fora da escola.
• Em algumas regiões, a média de leitura é superior à nacional, como no Sul, onde são lidos 5,5 livros por habitante/ano, e no Sudeste, 4,9.
• Conhecimento é o valor mais associado à leitura. Esta percepção aumenta entre os mais velhos.
• A leitura é vista como atividade prazerosa, principalmente entre crianças com idade até 10 anos.
• Duas em três pessoas não sabem de ninguém que venceu na vida graças à leitura.
• Declararam gostar de ler durante o tempo livre 60 milhões de entrevistados (35%). Destes, 38 milhões afirmaram fazê-lo com freqüência. A preferência pela atividade cresce com a renda e a escolaridade.
• Um terço dos leitores afirma ler freqüentemente; 55% são mulheres.
• As revistas são o veículo de leitura preferido da maioria dos entrevistados (52%), seguidas por livros (50%) e jornais (48%).
• Entre os gêneros de leitura, a Bíblia figura no topo da lista, com 49% da preferência.
• Mulheres lêem mais que homens em quase todos os gêneros; as exceções são História, Política e Ciências Sociais.
• Souberam dizer o nome do autor brasileiro que admiram 51% dos leitores (48,5 milhões). Monteiro Lobato foi o mais votado, seguido por Paulo Coelho, Jorge Amado e Machado de Assis. Os quatro juntos receberam quase metade das indicações.
• Elegeram a Bíblia como o livro mais marcante — superando em dez vezes o segundo colocado, O Sítio do Pica-pau Amarelo — 59% dos leitores (56,2 milhões).
• A infância é lembrada como o período da vida em que as pessoas mais leram.
• As mulheres lêem muito mais do que os homens por prazer ou gosto. E também por motivos religiosos. Os homens lêem mais por atualização profissional ou exigência escolar/ acadêmica.
• Apesar da obrigatoriedade da leitura nas escolas, é alto o índice de estudantes que dizem ler por prazer ou gosto.
• Citaram as mães como a maior influência no hábito da leitura 73% das crianças, especialmente no Norte (59%) e no Nordeste (56%).
• Só no Portal Domínio Público, do MEC, já foram baixados 7 milhões de cópias das 72 mil obras disponíveis.
• Afirmam ter pelo menos um livro em casa 146,4 milhões de brasileiros (85% da população estudada). A média é de 25 livros por residência.
• A visita a bibliotecas diminui com o fim da vida escolar: cai de 62% entre adolescentes para menos de 20% na fase adulta e 12% aos 50 anos, até chegar aos 3% acima de 70 anos.
• Não leram nenhum livro nos três meses que precederam pesquisa 77,1 milhões (45% da população estudada). Destes, 6 milhões disseram ter lido anteriormente um livro — a Bíblia no caso de 4,5 milhões.
• Dos que não lêem, 21 milhões são analfabetos e 27 milhões só cursaram até a 4ª série do ensino fundamental.
• Entre os que têm formação superior, 1,3 milhão são não-leitores.
• Dos não leitores, 14,5 milhões concluíram o ensino médio.
• Dificuldades de acesso ao livro estão entre as principais queixas de quem já é leitor. Entre os motivos, é apontada a falta de dinheiro (18%), bibliotecas (15%) e livrarias (8%).
• Quem já é leitor também justifica não ler mais por falta de tempo (57%), preferência por outras atividades (33%) ou desinteresse (18%).

Texto: Cláudia Souza, no site da ABI

quarta-feira, 30 de junho de 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

AFINAL, EM QUEM VAMOS VOTAR???

CARA E COROA: AS DUAS FACES DA MOEDA

Aproximam-se as eleições, quando os brasileiros teremos a oportunidade de escolher os políticos que haverão de nos representar nos mais diversos cargos eletivos. As atenções estão voltadas para os pronunciamentos dos candidatos que, certamente, tentarão sensibilizar os seus eleitores com planos de governo que, a exemplo dos demais, nunca sairão do papel.
Enquanto os eleitores estamos preocupados com algumas mudanças na política nacional, o Ministério Público abre um leque sobre alguns nomes que deverão concorrer aos cargos públicos. Em Brasília, por exemplo, a investida foi contra o ex-governador José Roberto Arruda, que acabou sendo preso pela Polícia Federal e tendo o seu mandato cassado posteriormente.
O caso foi tão surpreendente, que deixou muita gente perplexa. Uns até chegavam a perguntar o porquê daquela tão abrupta decisão judicial. Estaria tudo aquilo lagado ao fato do governador está com mais de 80% da preferência popular, sendo, desta forma, imbatível nas urnas? Por que tudo acontecia às vésperas de uma campanha eleitoral? Quem era esse tal de Durval Barbosa? Uma carta furada guardada nas mangas dos advewrsários do governador? Que credibilidade teria ele para ser tão ovacionado pelos opositores do Sr. Arruda? Estas eram algumas das muitas perguntas feitas pelos então atônitos adeptos do governador.
Mas, apesar da indignação de muitos pela maneira como as coisas fluiram, o governador merecia realmente a punição que lhe fora aplicada. Pelo menos é assim que eu penso. As provas eram contundentes e não havia como fugir da triste realidade. José Roberto Arruda estava sepultado politicamente. Mas isso não tira os méritos de sua administração. Seria o melhor governador de toda a história do Distrito Federal. E isso não é nada bom para os seus adversários políticos que sonham há anos com o Palácio do Buriti.
Vendo a ação do Ministério Público, cheguei a pensar na possibilidade de se reabrir as investigações contra a máfia do Palácio do Planalto, patrocinadora do famigerado Mensalão do PT. Já estava vendo presos na Superintendência da Polícia Federal, a exemplo de José Roberto Arruda, os criadores do maior escândalo da história deste país: o mensalão. Ali estariam José Dirceu, José Genoino, José Mentor, Antônio Palocci e outros comparsas. Seria um grande passo para a moralização nacional.
Mas as coisas não funcinaram assim e eu fiquei a desacreditar nos homens que fazem o MP. Foi aí que descobri o grande erro cometido pelo ex-governador José Roberto Arruda: não pertencer ao PT ou não ser amigo íntimo do Presidente Lula. Para concretizar o que para mim era apenas desconfiança, veio o caso do Senado da República, com o Senador José Sarney acusado de vários tipos de corrupção. Blindado pelos senadores petistas, bem orientados pelo Palácio do Planalto, o presidente do Senado saiu ileso de todas as onze acusações (provadas e comprovadas) contra sua pessoa.
O cara e o coroa estava mais que patente. Ali estavam as duas faces da moeda mais do que nunca escancaradas diante de todos os brasileiros, desde os mais inteligentes aos mais subservientes. A cada passo nos aproximamos das injustiças provocadas por aqueles que vivem em conluio que as forças opressoras. Não podemos e nem devemos dar mais crédito àqueles que são financiados pelo dinheiro dos nossos impostos para nos defender, quando, na realidade, estão a serviço dos interesses políticos de quem governa uma ditadura civil camuflada de democracia.
Depois de anularem as forças do ex-governador José Roberto Arruda, os membros do Ministério Público se mobilizam para uma ação mortífera contra uma possível candidatura do também ex-governador Joaquim Roriz. Aí pronto! O candidato do PT, estará com o campo livre para ver fortalecida a sua campanha ao Governo do Distrito Federal. Mas será que vão também usar o rolo compressor contra o Sr. Rogério Rosso, caso este seja realmentre candidato ao Governo do DF? Por favor, não façam isso! Deixem pelo menos esta opção para os eleitores brasilienses! Afinal, ninguém está obrigado a votar no candidato tirado do colete do Palácio do Planalto.
O que me deixou pasmado foi ver o nome do Sr. Tadeu Fillipeli, como vice na chapa do PT. Minha indignação não se deve ao fato de vê-lo como trampolim de Agnelo Queiroz, mas sim pelo fato de saber que ele pertence ao PMDB, um partido que foi tantas vezes atacado radicalmente pelo prepotente e arrogante PT. Mas talvez ele, assim como outros parasitas não conheçam o antigo MDB, o partido que tanto combateu a ditadura militar e que, hoje, como PMDB, sente-se envergonhado, daqueles que usam esta honrosa sigla para benefício próprio, nem que para isso sirvam de capachos para os gananciosos pelo poder.
E por falar em Agnelo Queiroz, ele deve estar preparado para se defender, caso alguém queira trazer à tona o escândalo do Ministério dos Esportes, no qual o nome dele foi envolvido. Trata-se das comemorações do seu aniversário realizadas, para as quais foi usada a estrutura daquele Ministério.
Mas tem ainda aquele caso em que ele foi envolvido, ao receber diárias do COB para os Jogos Panamericanos. Aí o senhor Agnelo Queiroz, a exemplo de outros políticos, vai enfrentar as pressões do Ministério Público (ahahahahahahahah...).
Como em campanha tudo é válido, até as seis grandes crises políticas por que passou o governo Lula podem fazer parte do cardápio dos adversários do PT. Aí entram o caso Waldomiro Diniz; o escândalo dos Correios; o escândalo do Mensalão; o caso Francelino Santos Costa - o caseiro; o escândalo dos Sanguessugas (caso das ambulâncias); o escândalo do Dossiê; etc.; etc.
A grande verdade é que fica muito difícil saber em quem devemos votar. Para os puxa-sacos não tem problema nenhum. Afinal, os subservientes não enchergam um palmo à frente do nariz! Eu já estou quase decidido a votar em dona Marina Silva, sabe! Isso se não pressionarem o MP a arrumar uma desculpa para obstruir a sua candidatura.

CONHEÇA O PAÍS DO FUTEBOL E... DA CORRUPÇÃO!

O PAIS RECORDISTA EM CORRUPÇÃO
Dizer que o Brasil é o país recordista em corrupção, seria simplesmente algo dispensável, uma vez que este já é um fato bastante conhecido e concretamente comprovado pelos fatos que se sucedem a cada dia, envolvendo os nossos políticos, a começar pelo Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal), percorrendo a Capital da República e passando naturalmente pelo Palácio do Planalto e fazendo pousada no Palácio da Alvorada.
São muitas as denúncias surgidas ao longo dos tempos, todas elas contra deputados federais e senadores, principalmente. Isso mexe com as imagens dos partidos políticos. Diante disso, resolvemos mostrar como andam os nossos políticos e seus respectivos partidos.
Em se tratando de corrupção, o PP aparece como campeão com 27 denúncias, seguido do PMDB com 24, do PL com 23, do PTB com 21 e, em quinta colocação empatados, aparecem o PSDB e o PT, com 15 denúncias cada um. O PFL, hoje conhecido como DEM, tem 11 denúncias.
O PRONA e o PPB aparecem na pesquisa como os menos corruptos, com apenas uma denúncia cada. Depois vêm, com duas denúncias o PDT, o PV e o PSC. O PRB foi denunciado três vezes, enquanto o PSB recebeu quatro denúncias.
Ao todo são 154 políticos envolvidos nos mais diversos tipos de corrupções, que vão de lavagem de dinheiro, peculato, improbidade administrativa e estelionato, até o ridículo comportamento da deputada Ângela Guadagnin, do PT, dançando em plenário, comemorando a absolvição de um seu colega corrupto.
Mas se pensamos que corrupção é um patrimônio apenas de deputados e senadores, com certeza esquecemos que os nossos governantes têm participação ativa nesses números que deprimem a imagem e o caráter da política nacional. Senão vejamos como se comportaram os nossos Presidentes, a partir do ano de 1974:
No governo do presidente Ernesto Geisel, da Aliança Renovadora Nacional, que foi de 15 de março 1974 a 15 de março de 1979, tivemos 8 denúncias de escândalos.
No governo do presidente João Batista Figueiredo, também da Aliança Renovadora Nacional, que foi de 15 de março de 1979 a 15 de março de 1985, houve um total de 10 denúncias de escândalos.
No governo do presidente José Sarney, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, que começou no dia 15 de março de 1985, culminando em 15 de março de 1990, foram registradas 06 denúncias de escândalos.
No governo do presidente Fernando Collor de Mello, do Partido da Renovação Nacional, que teve seu início no dia 15 de março de 1990, terminando no dia 29 de dezembro de 1992, foram computadas 18 denúncias de escândalos.
No governo do presidente Itamar Franco, também do Partido da Renovação Nacional, de 29 de março de 1992 a 1º de janeiro de 1995, tivemos 31 denúncias de escândalos.
No governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, do Partido Social Democrático Brasileiro, de 1º de janeiro de 1995 a 1º de janeiro de 2003 (dois mandatos), o número de denúncias de escândalos chegou a 44.
No atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (ainda no segundo mandato), com início em 1º de janeiro de 2003, já foram computadas 102 denúncias de escândalos. É o maior recorde em quantidade de denúncias em toda a história do país.
Uma observação: a quantidade de denúncias no governo Lula (102), representa todas as denúncias feitas nos governos de José Sarney (6), Fernando Collor de Mello (18), Itamar Franco (31), e Fernando Henrique Cardoso (44).
Estes números contradizem a frase “No meu palanque corrupto não sobe. No meu governo corrupto não entra”, pronunciada pelo presidente Lula, quando de sua campanha eleitoral para reeleição à Presidência da República. Da mesma forma, não combina com a promessa que ele mesmo fez, segundo a qual no seu governo a corrupção sofreria uma queda em torno de 40 por cento.
Este é o país do futebol, do carnaval e das QUADRILHAS que atacam por todos os lados.

"NO MEU PALANQUE CORRUPTO NÃO SOBE. NO MEU GOVERNO, CORRUPTO NÃO ENTRA" (Luiz Inácio Lula da Silva)

Uma pequena AMOSTRA do Governo Lula
CALMA... Vai ter muito mais!!!
1. Caso Pinheiro Landim
2. Caso Celso Daniel
3. Caso Toninho do PT
4. Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia
5. Escândalo do Proprinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha )
6. CPI do Banestado
7. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST
8. Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC
9. Privatização das Estatais no Primeiro Ano do Governo Lula
10. Escândalo dos Gastos Públicos dos Ministros
11. Irregularidades do Fome Zero
12. Escândalo do DNIT (envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel)
13. Escândalo do Ministério do Trabalho
14. Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos
15. Caso Agnelo Queiroz (O ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos)
16. Escândalo do Ministério dos Esportes (Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queizoz)
17. Operação Anaconda
18. Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)
19. Caso José Eduardo Dutra
20. Escândalo dos Frangos (em Roraima)
21. Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República Para a Compra de Artigos de Luxo
22. Escândalo da Norospar (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná)
23. Expulsão dos Políticos do PT
24. Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula) (ou Caso Waldomiro Diniz)
25. Lei de Responsabilidade Fiscal (Recuos do governo federal da LRF)
26. Escândalo da ONG Ágora
27. Escândalo dos Copos (Licitação do Governo Federal para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne, licor e whisky)
28. Caso Henrique Meirelles
29. Caso Luiz Augusto Candiota (Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação)
30. Caso Cássio Caseb
31. Caso Kroll
32. Conselho Federal de Jornalismo
33. Escândalo dos Vampiros
34. Escândalo das Fotos de Herzog
35. Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004
36. Escândalo do PTB (Oferecimento do PT para ter apoio do PTB em troca de cargos, material de campanha e R$ 150 mil reais a cada deputado)
37. Caso Antônio Celso Cipriani
38. Irregularidades na Bolsa-Escola
39. Caso Flamarion Portela
40. Irregularidades na Bolsa-Família
41. Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência
42. Irregularidades do Programa Restaurante Popular (Projeto de restaurantes populares beneficia prefeituras administradas pelo PT)
43. Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004 (mais de 300)
44. Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho)
45. Escândalo do IRB
46. Escândalo da Novadata
47. Escândalo da Usina de Itaipu
48. Escândalo das Furnas
49. Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo. Também conhecido como Mensalão)
50. Escândalo do Leão & Leão (República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão & Leão)
51. Escândalo da Secom
52. Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT
53. Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)
54. Escândalo da CPEM
55. Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto)
56. Caso Marka/FonteCindam
57. Escândalo dos Dólares na Cueca
58. Escândalo do Banco Santos
59. Escândalo Daniel Dantas - Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)
60. Escândalo da Interbrazil
61. Caso Toninho da Barcelona
62. Escândalo da Gamecorp-Telemar (ou Caso Lulinha)
63. Caso dos Dólares de Cuba
64. Doação de Roupas da Lu Alckmin
65. Doação de Terninhos de Marísa da Silva
66. Escândalo da Nossa Caixa
67. Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)
68. Escândalo das Cartilhas do PT
69. Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)
70. Escândalo do Proer
71. Escândalo dos Fundos de Pensão
72. Escândalo dos Grampos na Abin
73. Escândalo do Foro de São Paulo
74. Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins)
75. Escândalo do Mensalinho
76. Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente).
77. 69 CPIs Abafadas pelo Geraldo Alckmin (em São Paulo)
78. Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula
79. Crise da Varig
80. Escândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)
81. Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados
82. CPI da Imigração Ilegal
83. CPI do Tráfico de Armas
84. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC
85. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST
86. Operação Confraria
87. Operação Dominó
88. Operação Saúva
89. Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra
90. Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam
91. Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo
92. Escândalo dos Grampos no TSE
93. Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula)
94. ONG Unitrabalho
95. Escândalo da Renascer em Cristo
96. CPI das ONGs
97. Operação Testamento
98. CPI do Apagão Aéreo ( Câmara dos Deputados)
99. Operação Hurricane (também conhecida Operação Furacão )
100. Operação Navalha
101. Operação Xeque-Mate
102. Escândalo da Venda da Varig

ATIRE A TRISTEZA NO ABISMO E RIA À VONTADE!

RIR FAZ BEM À SAÚDE: PORTANTO, VAMOS RIR!!!

MOTIVO 1

Dois vereadores estavam comentando sobre as pretensões do Prefeito em promover o «tombamento» de uma Capela bastante antiga. Nela fora celebrada a primeira missa da cidade. Seria uma decisão bastante oportuna para a preservação daquele patrimônio histórico, segundo eles mesmos afirmavam.
Ouvindo o comentário de seus colegas pertencentes ao partido do prefeito, o vereador petista J. P. olhou para os parlamentares mirins e de forma rígida retrucou :
- Olhe aqui ! Se vocês pensam que vão derrubar a igrejinha, estão bastante enganados. Vou agora mesmo falar com o vigário e con-
tar tudo a ele. Ele vai saber quem são os inimigos do povo e da Igreja. E podem ir avisando ao seu prefeitinho que enquanto existir um petista na
Câmara, ele não vai fazer o que quer !
Alguns estudantes que passavam, pelo local e pararam para ouvir o desabafo do vereador, não resistiram e caíram numa gostosa gargalhada, fato este que irritou ainda mais o vereador do PT.

MOTIVO 2

Certa vez, o prefeito daquela cidade foi convidado a comparecer à Câmara Municipal para prestar contas do seu primeiro ano de mandato. Depois de fazer um relato das obras construídas e de outras recuperadas, o chefe do Executivo Municipal anunciou a construção de um novo cemitério para o município:
- Além das obras já mencionadas, é nossa pretensão construir uma necrópole à altura do nosso povo. Acredito que este será o nosso «cartão de visita», um orgulho para o nosso Município.
Todos aplaudiram a idéia do prefeito, menos o vereador J. P. que, para a surpresa de todos, bradou :
- Espere aí ! Se Vossa Excelência pensa que vai construir essa coisa aí pra sua família se divertir, está totalmente enganado. Nós, do PT, que defendemos «com unhas e dentes» o nosso povo, não vamos permitir que Vossa Excelência gaste o dinheiro do povo com essas besteiras pra beneficiar seus amigos, familiares e correligionários !
Uma gargalhada tomou conta da platéia que ouvia o prefeito com a máxima atenção. Depois da sessão solene, um vereador do PDT disse ao vereador J. P. que necrópole é a mesma coisa que cemitério, deixando o representante petista sem graça.

MOTIVO 3

Certo dia, o mesmo vereador petista foi abordado por um professor de português do único colégio da cidade, que lhe fez o seguinte elogio:
- Bom-dia, vereador! Tenho acompanhado sua atuação na Câmara Municipal e quero dizer-lhe da minha admiração pela sua PROSÁPIA e por ser você um político que se opõe aos PERDULÁRIOS!
Indignado, J. P. olhou bem nos olhos do professor e sem medir palavras explodiu:
Olhe aqui, seu professorzinho, se você pensa que me atinge com seu português barato, tá muito enganado! Pra adversário, eu tenho isso aqui! (deu uma banana daquelas).
Um amigo que estava em companhia do vereador, disse-lhe que o professor fizera grandes elogios e explicou que PROSÁPIA significa RAÇA, LINHAGEM, e que PERDULÁRIOS quer dizer ESBANJADORES, GASTADORES. Mais uma vez J. P. ficou sem graça.

MOTIVO 4

Um cidadão está diante da vitrine de uma joalheria, olhando alguns relógios em exposição, sempre acompanhado pelo vendedor, que tudo fazia para conquistar a confiança do cliente e, consequentemente, vender-lhe os produtos que dizia serem os melhores.
- Este é o melhor que temos! É de fabricação suíça e sua garantia é de dois anos! Creio que o senhor não se arrependerá!
O cidadão, demonstrando ser bastante exigente, perguntou, apontando para um dos relógios:
- Eu posso tomar banho com ele?
O vendedor, que já estava cansado com a demora do cliente, não pensou duas vezes para responder:
- Afinal, o senhor quer um relógio ou um sabonete?

MOTIVO 5

Aquela senhora, toda melindrosa e metida a grãfina, está na feira de frutas, escolhendo algumas laranjas. Solta uma, pega outra e realiza esta operação várias vezes, enquanto o vendedor a observa já demonstrando irritação. Depois de um longo tempo, ela olha para o vendedor e, com um jeitinho sarcastico, reclama :
- Não me agradei dessas laranjas! Elas estão muito feias para o meu gosto!
Sem pestanejar e bastante chateado com a petulância daquela madame, o vendedor rechaça:
- Escute aqui, dona! A senhora quer laranjas para chupar ou para participar de um concurso de beleza???

MOTIVO 6

Aquele sujeito não dispensava um cigarro depois de tomar um cafezinho. Aliás, este é um costume de todos os fumantes. Certa vez, ele chegou a um barzinho e, descontraidamente, falou para a proprietária:
- Por favor, senhora, dê-me um cafezinho para eu acender um cigarro! (força de expressão)
Com toda a sua calma, a proprietária do bar respondeu:
- Sinto muito, senhor ! Mas para acender cigarro só temos fósforos e isqueiros!...

MOTIVO 7

O Segundo Sargento Paulo era um cara metido a durão, que sempre se colocava como exemplo quando chamava a atenção dos soldados. Certo dia, quando, estávamos acampados na Fazenda Liberdade, ele chegou para o soldado Valdemar e, para mostrar serviço ao capitão Braga, que se encontrava ao seu lado, gritou:
- Seu Valdemar, o senhor não sabe que esta área é reservada aos oficiais? Quem foi o IDIOTA que mandou você armar a barraca neste lugar?
Valdemar, que era um soldado malandro e gostava de se aproveitar das situações, não perdeu tempo e, em posição de sentido, olhou para o capitão e respondeu:
- Foi o capitão, sargento!
O sargento Paulo ficou sem graça e, com a voz mais mansa, disse :
- Seu Valdemar! O senhor sabe que acaba de chamar o capitão de IDIOTA!!!
O capitão Braga balançou a cabeça, fez um sorrizo meio marôto e saiu de perto, puxando o sargento pelo braço direito.

MOTIVO 8

Aquele cidadão chega bastante apressado num armazém próximo à estação ferroviária e, já tirando o dinheiro do bolso, grita para o balconista :
- Por favor, amigo! Você vende ratoeiras?
- Vendemos, sim! – respondeu o rapaz calmamente!
- Então dê-me uma, depressa que eu preciso pegar o trem!
Sem demora, o rapaz responde :
- Lamento, senhor, mas nossas ratoeiras só pegam ratos!!!

O BRASIL E SUA NOVA ORTOGRAFIA!

Reforma Ortográfica para quê?



O que dizer da recente reforma ortográfica? Qual o seu objetivo maior? O que seria da nossa gramática sem ela? Por que tanta preocupação com a permanência ou não dos acentos em determinadas palavras?
Estas perguntas são algumas das muitas feitas por estudiosos da Gramática Normativa. Uns chegam até a afirmar que não foi uma idéia feliz e que nenhuma contribuição trouxe para o estudo da Língua Portuguesa. Outros arriscaram dizer que isso só causou prejuízos aos bolsos dos pais de alunos, principalmente os de classe baixa, que se viram obrigados a comprar novas gramáticas.
Recentemente, fiquei pasmado diante de uma pesquisa realizada na capital da República, considerando a situação de insegurança por que passam os professores, diretores e outros funcionários da rede pública de ensino. Faço questão de repassar para os que ainda alimentam a esperança de mudanças no nosso sistema educacional.
A estarrecedora pesquisa diz que 76% dos alunos das escolas públicas de Brasília afirmam ter acesso às armas; 36% deles disseram já terem ouvido tiros dentro ou nas imediações das escolas públicas; 40% dos professores da rede pública de ensino dizem que os maiores problemas por eles enfrentados são as gangues dentro das escolas; 40% dos diretores chegam a admitir a existência de drogas nas escolas públicas. Acredito que em outros Estados a situação não é diferente.
Em Brasília, o professor Carlos Mota, de 44 anos de idade, diretor da CEF 4 (Centro de Ensino Fundamental 4) no Lago Oeste, foi assassinado na porta de sua casa, sem a mínima chance de se defender. Sabem por quê? Por estar combatendo o tráfico de drogas em sua escola. O crime aconteceu em junho de 2008.
Um tal de Gilson de Oliveira, mais conhecido como “Gaúcho”, que fora impedido pelo professor Carlos Mota, de entrar no CEF 4 para vender drogas, não pensou duas vezes para contratar os serviços de três assassinos: Carlos Lima do Nascimento, conhecido como “Gabiru” (22 anos), Benedito Alexandro do Nascimento (20 anos) e Alessandro José de Sousa (19 anos).
Em São Paulo, segundo pesquisa recente, 80% dos professores da rede pública de ensino já foram agredidos pelos alunos. Um percentual bastante preocupante, principalmente quando se leva em consideração o valor e o respeito que o professor deveria ter pelo que ele representa no contexto sócio-cultural do país.
Mas, infelizmente, justamente no momento em que sentimos uma necessidade premente de leis severas contra os perseguidores dos professores, a preocupação maior dos “intelectuais” é adequar a nossa gramática ao “avançado” nível cultural de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Guiné Equatorial, Macau, Timor Leste e São Tomé e Príncipe.
Para um melhor esclarecimento, faço questão de mostrar a população de alguns desses famigerados países: Cabo Verde tem cerca de 500.000 habitantes; Guiné Equatorial, 617.000; Macau, 538 .000, São Tomé e Príncipe, 157.000. Se somarmos as populações desses quatro países, chegaremos a um resultado impressionante de 1.812.000 habitantes, ou seja, o equivalente à metade da população de Salvador.
A grande verdade é que a Reforma do Sistema Educacional Brasileiro, imposta não sei por quem, teve como objetivo principal espoliar a autoridade daqueles que fazem a história da nossa educação. Nunca em toda a história do Brasil, os docentes estiveram tão inseguros e tão expostos aos bandidos travestidos de estudantes, que invadiram as nossas escolas públicas, colocando em pânico os que nelas TRABALHAM com amor e dignidade.
Causa-nos admiração ao saber que, até o presente momento e mesmo diante de tantos fatos horripilantes envolvendo as escolas da rede pública, o Governo não tenha se pronunciado a respeito. Desde as primeiras denúncias (e isso já faz muito tempo), esperava-se uma posição rígida da Presidência da República, no sentido de coibir tamanho desmando e garantir a preservação da integridade moral e física dos professores.
Diante de tudo isso, chega-se a uma lógica, evidente e concreta conclusão: não precisamos de reformas ortográficas e sim de uma reforma imediata no nosso Sistema Educacional, devolvendo aos professores o direito de viverem em segurança, dando a sua família a certeza de que voltarão para casa depois de uma longa e cansativa jornada de trabalho.

(Adalberto Claudino Pereira – Brasília, 11/02/2009)

COMO ANDAM AS ESCOLAS NO SÉCULO XXI?

MINHA VISÃO DE ESCOLA - Por Adalberto Pereira

Minha primeira professora foi minha própria mãe, D. Eudócia. Minha primeira escola foi minha própria casa. Lá mesmo na sala de jantar. O lugar onde eu recebia a alimentação física, era o mesmo onde recebia a alimentação cultural, sempre obediente à metodologia própria de D. Eudócia. Ao lado, como testemunha de tudo, estava a sempre presente «Margarida». Não era uma vizinha, uma amiga da professora, ou uma inspetora federal! Tratava-se de uma palmatória preta, cujo lugar era especialmente reservado a ela. Qualquer vacilo, lá estava ela entrando em ação, «sem dó, nem piedade!».
Foi um ano de preparação. Depois é que fui conhecer minha primeira professora propriamente dita: D. Maroca. O nome pode até parecer estranho, mas a professora era «osso duro de roer». Mas o bom em tudo isso é que eu já cheguei lá sabendo muita coisa. Assim, tornei-me o melhor da escola e muito concorrido para tirar as dúvidas dos colegas menos estudiosos.
Era o velho tempo dos «argumentos», uma espécie de «tira-teima», ou sabatina, como queiram. Isso acontecia às sextas-feiras. As perguntas eram escolhidas e feitas pela professora. Quem errasse a resposta, podia preparar as mãos para receber os «bolos», cujo ingrediente principal era a palmatória. Era a época em que se aprendia de verdade, sem a preocupação da intervenção dos Direitos Humanos e dos Conselhos Tutelares. O pai que achasse ruim, tinha apenas uma opção: levar o filhinho pra casa e cuidar dele.
Os anos passaram e lá fomos nós morar em Campina Grande. Era o ano de 1950. Foi lá que conheci uma nova escola, bem mais rígida que a de d. Maroca. Era a famosa e badalada «Escola de d. Adelma», na Rua Arrojado Lisboa. A professora Guiomar, filha da proprietária, apesar de linda, era durona, ao ponto de não fazer diferença entre os mais e os menos estudiosos. Todos eram iguais e, caso merecessem, castigo neles!
Dois anos depois, já estava pronto para enfrentar uma grande escola. E lá fui eu para o Colégio Alfredo Dantas. De lá, fui para o Colégio Estadual da Prata, o mais famoso da cidade, mesmo sendo público. Quem estudasse alí, estava pronto para qualquer vestibular, em qualquer parte do país. Era a época em que a escola pública tinha respaldo moral.
Nesta nossa longa trajetória, chegamos ao ano de 1969, na cidade de Patos, sertão da Paraíba. Lá estou eu no Colégio Estadual Pedro Aleixo, mais conhecido como CEPA, para lá levado pelo meu vizinho e amigo Miguel Otaviano, funcionário dos Correios e Telégrafos. Entre trancos e barrancos, concluí os primeiro e segundo graus. Ainda estamos no tempo em que a educação é algo extraordinário.
Aquela era a época do primário, ginásio científico e clássico. Lembro que no curso ginasial nós tínhamos como matérias reprovativas : Português, Inglês, Francês, Latim, Matemática, Geografia, História da América, História do Brasil, Desenho, Educação Moral e Cívica e Trabalhos Manuais. A média era 7 e o caboclo tinha que estudar mesmo. Reprovado no ano letivo, havia a chamada Segunda Época, quando o aluno enfrentava, além do professor da matéria, o Inspetor Federal, que alí estava para fiscalizar as provas, que eram feitas oralmente.
Das escolas públicas saiam alunos para se submeterem a vestibulares de Medicina e/ou Engenharia na Universidade Federal de Pernambuco, em Recife. E eram eles os primeiros colocados. Permitam-me dizer que não havia concurso para professores. Estes eram escolhidos pela competência em suas respectivas áreas de atuação. Também, graças a Deus, não tínhamos os SINPROs para fazerem politicagem, colocando os professores como escudos. Os professores, por sua vez, eram mais conscientes de sua responsabilidade. Quem não ensinasse bem, era automaticamente substituído.
Os anos passaram! Os políticos, autênticos desconhecedores das necessidades de professores e alunos, resolveram mudar o caminho do progresso cultural brasileiro: promoveram uma Reforma no nosso Sistema Educacional, blindados pelo Estatuto do Menor e do Adolescente, pelos Conselhos Tutelares, pelos Direitos Humanos e pelo Ministério Público. Foi um verdadeiro desastre. Todos os direitos foram transferidos para menores delinquentes que, cobertos pela « lei ». vendem e consomem drogas nas escolas, agridem verbal e fisicamente os professores, destroem o patrimônio público e pixam as paredes com palavrões.
As escolas de hoje, principalmente as públicas, vivem num caos profundo. Os professores tremem e se curvam diante da insegurança e, em contrapartida, os Sindicatos, criados para defenderem os interesses dos docentes, limitam-se a realizarem politicagem, transformando-se em comitês eleitoreiros. Assistem a tudo calados, como se nada de anormal estivesse acontecendo. Esperam ansiosos qualquer oportunidade para lançar os professores contra o Governo, se este não pertencer à sigla do partido dos SINPROs (não precisa ser muito inteligente para saber qual é).
É lamentável como os professores, pessoas inteligentes e cultas, deixam-se levar pela emoção dos gritos estéricos dos porta-vozes dos Sindicatos. Certa vez, quando eu ensinava no CEM 201, da cidade de Santa Maria, no Distrito Federal, fomos surpreendidos com a presença de um representante do SINPRO-DF que, depois de pedir licença aos professores que coordenavam naquele momento, falou: «Estou aqui, em nome do SINPRO, para agradecer a vocês os votos que deram ao nosso candidato Geraldo Magela!». Lamento não ter anotado o nome daquele mau caráter para citá-lo aqui. Este é o SINPRO, que se diz «preocupado» com o futuro do professor!
Diferente da escola do passado, a atual é uma arapuca, onde os professores entram atemorizados e saem aliviados, por se encontrarem distantes, muito distantes mesmo dos perigos contra sua integridade física e moral. Tem professor que, ao sair do colégio, respiram e murmuram: «GRAÇAS A DEUS! CONSEGUI SAIR ILESO!».
LEMBRANDO: Em Brasília, a capital da República, um professor de História foi espancado, chutado e pisoteado covardemente por um ex-aluno e um amigo deste. Entrevistado, o professor Valério dos Santos, a vítima, disse: “Quanto mais violência, quanto mais sangue, maior é o estado de êxtase nas escolas”. E prosseguiu o professor: “Será que vale a pena eu continuar nessa profissão? A vontade que eu tenho é não mais pisar naquela escola e em nenhuma escola mais!”. Mas o que mais chamou a minha atenção foi o desabafo do professor Valério, colocando em evidência uma realidade que muitos desconhecem, inclusive os Sindicatos, que deveriam primar pela segurança dos professores. “Eu não quero mais lidar com um público que não quer crescer, que não quer estudar!”.
Somente no ano de 2007, foram registradas no Distrito Federal duzentas (200) ocorrências policiais contra professores nas escolas públicas. Uma aluna de 13 anos de idade disparou três tiros para amedrontar uma professora. O fato ocorreu no interior de uma escola pública em Brasília. Em seu depoimento, a professora repetiu as palavras da aluna agressora: “Eu vim aqui para matar um!”.
Na minha época, esses bandidos covardes e até protegidos pela Justiça, seriam expulsos e presos. E sabem por quê ? Simplesmente porque o professor era valorizado e não existiam Sindicatos irresponsáveis e repletos de politiqueiros baratos. E vocês acham que tudo isso é pouco?!?! Que nada!!! Veja o que disse a professora Rosilene Corrêa, Diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal: “Eu dou aula com as janelas fechadas, porque eu tenho medo de alguma bala ou que um aluno jogue alguma coisa dentro da sala!”. É o professor sendo prisioneiro em seu próprio ambiente de trabalho. E vejam quem foi a vítima agora!
Em São Paulo, as coisas não são diferentes. Um professor que não quis ser identificado, temendo as represálias dos alunos, “inocentes e intocáveis adolescentes”, fez o seguinte desabafo: “Criou-se agora a proibição ‘não fume nas escolas’. Vá você falar! Eles jogam fumaça na sua cara! O que está acontecendo é um desânimo geral dos professores!”.
RECORDANDO: Em Cacoal, Rondônia, alunos criaram uma “Comunidade” na Internet e prometeram furar os pneus do carro de um professor. Ameaçaram ainda colocar açúcar no tanque e quebrar todos os vidros do veículo. O professor de Matemática, Juliomar Penna, diante do fato afirmou: “Me senti um zero à esquerda. Me senti um nada!”.
Mas o mais revoltante foi a desculpa do pai de uma das participantes em defesa da filha rebelde: “Quando o fato ocorreu há dois anos atrás, a minha menina tinha 13 anos de idade. Foi um ato inconseqüente, mas não com o propósito de denigrir o professor!”. O desabafo do professor não coincide com o pensamento do senhor Cícero Bordoni da Silva, pai da menininha “inocente”. Mas a escola não se omitiu diante do fato. Um ano e meio depois demitiu o professor. Justificativa: “Não precisamos mais dos seus serviços!”. Brincadeira??? Não!!! Foi verdade mesmo!
Os professores, por sua vez, não podem reclamar, pois têm em sua defesa os autênticos psicólogos que, na tentativa de estimular os docentes, afirmam com a maior convicção: “O PROFESSOR PRECISA APRENDER A CONVIVER COM AS DIFERENÇAS!”. Ou seja, eles querem dizer que os professores precisam aprender a apanhar dos alunos sem reagir; precisam conviver com a bandidagem nas escolas, sem esboçar nenhuma reação.
Um professor de Matemática, amigo meu do CEM 201, não agüentou mais a indisciplina de um dos alunos e resolveu levar o caso ao conhecimento do Diretor. Este convocou a mãe do “delinqüente” e os professores, suas principais vítimas, inclusive eu. No final, o Diretor entregou àquela mãe um documento transferindo o aluno para outra escola. Ou seja, tirou um problema de uma escola e jogou a “batata quente” nas mãos de outra. É assim que as coisas funcionam.
Aí vocês devem estar dizendo: Que maravilha!!! Assim é que se faz!!! Puro engano! Dias depois, por ordem do Ministério Público e do Conselho Tutelar, o dito elemento retornou à escola de origem. Ironicamente, chegou à porta da sala de aula, olhou para o professor, fez um sorriso nojento e disse: “Voltei, professor!!!”. Impotente, o professor pediu transferência para outra escola. São estes os ajudadores daqueles que se esforçaram para chegarem onde estão, mas que acabaram nas mãos de malandros, irresponsáveis, verdadeiros “trombadinhas”. Estou dizendo aqui, o que fui proibido de dizer nas escolas, para não CONSTRANGER os intocáveis.
O grande problema na educação do nosso país é que as leis são feitas ou mudadas, sem a participação das partes interessadas. O importante é mostrar ao mundo, através de estatísticas utópicas, que somos um povo alfabetizado, que crianças, adolescentes, jovens e adultos estão nas escolas. Na verdade, estamos é analfabetizando o nosso povo. Quanto mais analfabeto for o nosso povo, quanto mais pobre e dependente, melhor para o governo enganá-lo com BOLSA FAMÍLIA, RENDA MINHA e outros tipos de esmolas, que se transformam em votos para dar mais ênfase à ganância pelo Poder.

UMA VOLTA AO PASSADO...!

RECORDAR É VIVER!

Nos idos de 1950/1960 (em 1955 eu tinha 15 anos), comecei a gostar de rádio. Residindo em Campina Grande, linda cidade paraibana, gostava de frequentar a Rádio Borborema, onde assistia com muita frequência, o programa Domingo Alegre, apresentado pelo locutor Leonel Medeiros. Era maravilhoso ouvir o conjunto regional com os grandes músicos da época, entre eles Arlindo do Piston, o pianista Jaime Seixas e José Maria ao violão, todos regidos pelo maestro Arnóbio Araújo. Por outro lado, a Orquestra Borborema regida pelo maestro Nilo Lima, dava um show de apresentações. Em um dos bingos patrocinados pelo Café São Braz, fui contemplado com uma cama de solteiro Faixa Azul, com colchão, produtos São Braz e uma foto da Miss Brasil, Marta Rocha.
Mas a Rádio Borborema tinha outros grandes sucessos. E como esquecer o Programa Retalhos do Sertão, apresentado por Juracy Palhano e levado ao ar pela manhã, de segunda a sexta! O engraçado capitão «Mané Coió» fazia a alegria de todos, com suas saudáveis brincadeiras. Os repentes ficavam por conta dos poetas José Gonçalves e Cícero Bernardes, carinhosamente apelidados de «Cupim» e «Coruja», pelo próprio capitão Mané Coió.
As disputas entre os cordões azul e encarnado nos famosos pastoris, era algo extraordinário. Palmeiras Guimarães e Leonel Medeiros comandavam com muita perícia esta «guerra » sem qualquer maldade. Eu gritava em defesa do cordão azul, o meu preferido e que sempre era o grande vencedor. As pastorinhas eram lindas e isso muito contribuía para que a disputa ficasse mais acirrada e mais gostosa.
Em sua programação bastante diversificada, a Rádio Borborema também se preocupava com o bom humor e levava ao ar a famosa «Escolinha do Professor Nicolau», que contava com os interessantes alunos Chico, Alfreu, Bobozinho e Linda, a única mulher da turma e a mais inteligente. A turma sempre entrava cantando: «Na escola do Nicolau, nóis vai desaprendê, alegre-gre-gre, cantando-do-do, (...); Salve a escola ideal do ignorante Nicolau (do Nicolau), quem não quisé aprendê, no fim do ano leva pau (pararapapau, pa-pau )». Em outros horário, os ouvintes se deleitavam com «O Edifício Balança mas não Cai», mais um líder em audiência.
Mas nem pensem que as manhãs dos domingos passavam em branco! As crianças tinham o seu espaço através do programa «Clube do Papai Noel», com muitas brincadeiras infantis e distribuição de brindes. Lembro de uma música que muitos cantavam na época: «Sabiá lá na gaiola fez um buraquinho, vuou, vuou, vuou, vuou; a menina que gostava tanto do bichinho, chorou, chorou, chorou, chorou...»
Outros extraordinários programas apresentavam cantores que iniciavam sua carreira no mundo artístico. E foi justamente em um deles que surgiu Genival Lacerda, na época um jovem franzino, mungangueiro, que imitava Jackson do Pandeiro. Foi ali que vi pela primeira vez a cantora Marinês, surgindo como uma grande promessa.
A Rádio Borborema tinha o seu próprio «cast» com cantores e atores. Era saudável ouvir as lindas vozes de Silvinha Alencar, Maria das Neves, Maria do Carmo, Geraldo Andrade e Ronaldo Soares, além dos irmãos Gilson e Geiza Reis. As novelas «O Anjo Negro» e «Maria Alaô» e outras eram levadas ao ar, com interpretações impecáveis dos atores da casa, entre os quais destacavam-se Epitácio Soares, Temístocles Maciel e o menino Prodígio Benjamin Blay.
O auditório da Rádio Borborema era aconchegante e o público fazia o show com sua participação nas competições. Uma delas era o «Calouros de Improviso», dentro de «O Domingo Alegre», que revelava grandes cantores. No campo da cultura, lembro-me orgulhoso de «O Céu é o Limite». E uma participação que marcou muito foi a do poeta Ronaldo Cunha Lima que ganhou um grande prêmio, no final, respondendo sobre a vida do poeta Augusto dos Anjos.
No palco da Borborema, pertencente aos Diários Associados, do saudoso Assis Chateaubriand, desfilaram grandes astros da época. E como esquecer o auditório de pé aplaudindo Ângela Maria, Augusto Calheiros e Vicente Celestino!!! Ah, quantas saudades das rádios verdadeiras: Borborema, Caturité, Cariri!!! Ah, Campina Grande dos grandes artistas! Como era bom ouvir o inimitável Palmeiras Guimarães, narrando jogos no Estádio Presidente Vargas. Com certeza os trezeanos da época devem lembrar de jogadores como Bola Sete, Pedro Negrinho, Urai, Josias, Harry Carey, Letácio e outros.
Quem não ouvisse as afinadíssimas cantoras Maria das Neves, Silvinha de Alencar e Maria do Carmo nos programas dominicais, tinha uma grande chance de ouví-las em um horário nobre. Era a vez do programa «A Estrela do Meio Dia». Não tenho receio de afirmar que 99% das residências ligavam seus rádios naquele horário.
Quem duvida que programações como aquelas não fariam sucessos hoje? Reviver programas humurísticos como «Edifício Balança mas Não Cai» seria algo extraordinário. Eu, como empresário, arriscaria esta volta ao passado e tenho plena convicção de que os ouvintes se acostumariam, ao ponto de trocarem os programas enlatados pelos programas reais.
Naquela época, eu chorava pela cantora Emilinha Borba e lembro que fiquei feliz da vida quando ela saiu na capa da Revista do Rádio. Era a época de grandes nomes da música popular brasileira: Ivon Curi, Linda Batista, Dircinha Batista, Os Demônios da Garoa, Trio Irakitan, Augusto Calheiros, Carlos Galhardo e outros. Época das músicas sem maldade e que tocava dentro da alma, servindo de lenimento para os corações apaixonados.
Encerro estas reminiscências citando alguns integrantes do «cast» da rádio Borborema, a mais querida de Campina Grande: Juracy Palhano, Leonel Medeiros, Hilton Mota, Palmeiras Guimarães, Ari Rodrigues (locutores); Nilo Lima e Arnóbio Araújo (maestros); Jaime Seixas, Arlindo do Piston, Zé Maria, Abdias (músicos); Ronaldo Soares, Gilson Reis, Geisa Reis, Geraldo Andrade, Silvinha de Alencar, Maria das Neves, Maria do Carmo, Genival Lacerda (cantores); Fernando Silveira, Temístocles Maciel, Benjamim Blay, Genésio Soares (atores); José Gonçalves e Cícero Bernardes (poetas repentistas). Era uma equipe de luxo, relíquia de um passado glorioso e uma coletânea de talentos.
HOJE, SÓ NOS RESTAM AS SAUDADES!

POR QUE O HOMEM NÃO TEM RESPOSTAS PARA SUAS PERGUNTAS?

O PECADO DO HOMEM E A REAÇÃO DE DEUS

O homem tenta respostas para as mais diversas e absurdas perguntas. Sem condições para uma resposta convincente, ele se apegas às suposições. Outros apelam para a «lógica», cujos resultados nunca condizem com a realidade. Mas, afinal, por que o homem não tem respostas concretas para suas perguntas ?
Na verdade, as coisas acontecem de forma natural, sem a necessidade de esforços inúteis dos mais afamados cientistas ansiosos por mudarem o intinerário dos fatos. Enquanto o homem teimar em superar a vontade de Deus, suas tentativas em busca de soluções se fragilizam, à proporção em que as tragédias se renovam, antes mesmo de se iniciar um estudo sobre determinado acontecimento.
Há mais de dois mil anos atrás, Jesus Cristo, falando aos seus discípulos, disse : « Tomem cuidado para que ninguém engane vocês. Porque muitos vão aparecer fingindo ser eu e dizendo : ‘Eu sou o Messias !’ E enganarão muitas pessoas. Não tenham medo quan do ouvirem o barulho de batalhas ou notícias de guerras. Tudo isso vai acontecer, mas ainda não será o fim. Uma nação vai guerrear contra outra, e um país atacará outro. Em vários lugares haverá falta de alimentos e tremores de terra. Essas coisas serão como as primeiras dores de parto!”
Isso deixa claro que, por mais que tentem descobrir os motivos das tragédias, estudiosos da ciência jamais conseguirão evitar que a vontade de Deus seja cumprida. Deus não está nada preocupado com o que o homem acha, pois Ele é supremo e faz as coisas acontecerem segundo o seu desejo. Tudo isso é resultado da desobediência do homem. Lembram do caso do dilúvio? Sabem por que ele aconteceu? Vejamos o que a Bíblia nos diz a respeito:
“Deus disse a Noé: - Resolvi acabar com todos os seres humanos. Eu os destruirei completamente e destruirei também a terra, pois está cheia de violência!”. Vejam que até os animais, que nada tinham a ver com o pecado do homem, foram atingidos pela ira de Deus. Logo, não adianta questionar por que os inocentes não são poupados nas enchentes, nos terremotos e em outras tragédias. Vejam o que aconteceu com o povo de Sodoma e Gomorra. O pecado era tanto que Deus não teve mais paciência e destruiu as duas cidades, onde não foram encontrados nem dez justos.
Quem não quer reconhecer que Deus está sobre o controle de tudo, fica culpando este ou aquele, como responsável pela destruição da natureza. Mas se fizermos uma análise mais séria, esquecendo os prováveis culpados, chegaremos a uma conclusão indiscutível: mesmo antes do homem iniciar a “destruição” da fauna e da flora, muito antes dos tão discutidos desmatamentos, os vulcões já entravam em erupção destruindo cidades; os maremotos já atemorizavam os navegantes; os abalos císmicos já deixavam vítimas fatais; chuvas torrenciais já deixavam milhares de desabrigados; etc., etc.
Se o homem fosse mais inteligente e corajoso, certamente se afastava mais das pesquisas cientícias e diriam: “Precisamos nos aproximar mais de Deus, a quem temos colocado em último plano. Precisamos, sim, afastar-nos das imoralidades dos carnavais e das idolatrias que tanto desagradam a Deus e O deixam irritado. A única solução para este angustiante e crescente problema está na nossa fidelidade a Deus!”. Um alerta deste, feito pelos cientistas, certamente causaria um impacto extraordinário na humanidade.
Junto a isso, os dirigentes maiores da Igreja (padres, pastores, bispos, sacerdotes, freis, frades, freiras, etc.), inclusive o Papa, também precisariam estimular os seus adeptos no sentido de aderirem ao MONOTEÍSMO, obedecendo a ordem que Deus nos deixou: “Meu povo, eu, o Senhor, sou o seu Deus. Eu o tirei do Egito, a terra onde você era escravo. Não adore outros deuses, adore somente a mim. Não faça imagens de nenhuma coisa que há lá em cima céu, ou aqui embaixo na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não se ajoelhe diante de ídolos, nem os adore, pois eu, o Senhor, sou o seu Deus e não tolero outros deuses!”. Mais explícito que isso é impossível!
É incrível que, diante de tanta clareza, o homem ainda busque resposta para as constantes tragédias em pesquisas científicas. Aqui está a resposta: Estamos desagradando a Deus, fazendo aquilo que Ele mais condena. Agindo assim, estamos cada vez mais nos afastando de Sua presença. Estamos colocando muitas coisas em primeiro lugar, enquanto Deus continua esquecido. Primeiro, fazemos o que nos é agradável, para depois, piedosamente, chegarmos para Deus e, com a maior “cara de pau”, pedirmos que Ele nos perdoe. Ou seja, estamos brincando com Deus e, como resposta, aí estão os resultados!
E agora! Ainda esperam respostas dos cientistas, como se eles tivessem a capacidade de dar-lhes uma esperança de dias melhores? Ainda acham que eles, os cientistas, podem mudar o rumo das coisas? Faça como o rei Davi, que disse: “Por que estou tão triste? Por que estou tão aflito? Eu porei a minha esperança em Deus e ainda o louvarei. Ele é o meu Salvador e o meu Deus!”. Vejam o que disse o profeta Isaias: “Mas os que confiam no Senhor recebem sempre novas forças. Voam nas alturas como águias, correm e não perdem as forças, andam e não se cansam!”. Que palavras confortáveis, não!!! Nenhum cientista, por mais consagrado que seja, será capaz de dar um consolo tão salutar!
Prostitução, propagandas desenfreadas nos meios de comunicação, estimulando o uso de camisinhas; homossexualismo; lesbianismo; sexo fora do casamento. Tudo tem contribuído para o crescimento do PECADO. Infelizmente, os governos, para serem simpáticos na conquista de votos, usam o dinheiro do povo abastecendo as festas carnavalescas, por exemplo, com preservativos, contribuindo, desta forma, com a prostituição, que aumenta de forma assutadora, deixando famílias inteiras assustadas e impotentes para coibir tal abuso. A Igreja, único meio para mudar a situação, está ficando vulnerável, ante a assustadora intervenção do Congresso Nacional e do Ministério Público, na sua luta para respeitar os ensinamentos bíblicos. Mas eles também vão pagar um preço muito alto pelo que fazem.
Concluindo, as transformações naturais pelas quais passamos e que têm causado tantas tragédias, têm uma causa da qual não podemos fugir: PECADO. E ainda vamos pagar muito caro por isso, caso não tenhamos a coragem de nos ARREPENDER.

O QUE VOCÊ ENTENDE POR FIDELIDADE?

FIDELIDADE

Afinal, o que podemos entender por FIDELIDADE? Quais as características de uma pessoa fiel? Homem fiel é aquele que honra o seu lar e respeita a sua companheira, mesmo diante das adversidades que o casamento possa apresentar (desemprego, doenças, conflitos de opiniões, etc.). É assim que muitos opinam, quando o assunto é fidelidade.
O empregado fiel à empresa recebe dos seus superiores uma atenção toda especial, que pode envolver um aumento salarial ou até mesmo numa saudável promoção.
E na política? Existe fidelidade entre políticos e facções partidárias? Eis a questão! Este tem sido um ponto bastante questionado, chegando a envolver diretamente os Tribunais Regionais Eleitorais, estendendo-se ao Tribunal Superior Eleitoral que, usando de suas próprias interpretações, passam a tomar decisões muitas vezes criticadas.
Certa vez, em conversa bastante informal, comentei com um amigo sobre o caso de uma senhora que gritava euforicamente em defesa de um filho que estava sendo preso, sob acusação de assalto à mão armada, sequestro, homicídio e estupro. Perguntava o colega, como uma pessoa podia defender um elemento de tamanha periculosidade. Foi aí que eu respondi: esta é a maior prova de fidelidade materna. Neste momento, o coração ocupa todo e qualquer espaço da razão.
A palavra INFIDELIDADE nada mais é do que um simples eufemismo de TRAIÇÃO. Isso significa dizer que o infiel é uma pessoa traidora, aquela em quem não se deve depositar confiança. Já vi muitos exemplos de pessoas que passaram a vida inteira sendo beneficiadas e, na primeira oportunidade, esqueceram os seus benfeitores e os traíram. Mas, para muitos, não há traição maior quando esta vem através da pessoa amada. Ser traído pelo maior e melhor amigo é algo imperdoável.
Mas a infidelidade é algo semn limite. depois de receber tudo das mãos de Deus, o Criador do Universo, Adão O traiu, ao desobedecer a Sua ordem. Logo, a desobediência é uma forma suscinta de infidelidade. É o caso da história de Sansão que, depois de confiar seu segredo a Dalila, foi por esta entregue aos seus inimigos. Davi tinha em Urias, um soldado de sua mais inteira confiança, até que certo dia tomou para si sua mulher. Mas a infidelidade de Davi teve consequências terríveis, depois que mandou matar Urias para ficar em definitivo com Betseba, sua mulher.
Na política, a infidelidade partidária anda de « vento em popa », graças as constantes ofertas de vantagens. No tempo da minha infância, o bipartidarismo era algo extraordinário. Com a existência de dois partidos, na ápoca UDN e PSD, a fidelidade era algo notório. Ou o político era da União Democrática Nacional, ou era do Partido Social Democrático. Até os eleitores mostravam fidelidade aos seus partidos e, consequentemente, aos candidatos. As campanhas eram acirradas, os comícios eram bastante disputados e era uma raridade vermos um candidato trocar de partido. Eleitor da UDN não ia aos comícios do PSD e vice-versa.
Cada partido tinha uma filosofia política própria e a defendia com « unhas e dentes ». O programa dos governantes pertencentes a uma agremiação política era totalmente diferente do programa de seus adversários. Daí, o surgimento de outras siglas, levado pela insatisfação de alguns políticos, fato este que fez surgir o pluripartidarismo. Mesmo assim, homens de caráter decidiram criar o Movimento Democrático Brasileiro – MDB, partido que cresceu de forma extraordinária, tendo como seu concorrente maior o Partido Democrático Social. Foi justamente o MDB, comandado pelo saudoso Ulisses Guimarães, o expoente da Constituição de 88 e, porque não dizer das Diretas Já!
Esses dois partidos foram perseguidos de forma brutal pelo ainda pequeno e insignificante Partido dos Trabalhadores, sob o comando do sindicalista Luis Inácio da Silva. Mesmo assim, os grandes homens do passado, fiéis às suas tradições políticas, não se intimidaram. Fatos estranhos aconteceram ao longo da história política do Brasil. Entre eles podemos citar as mortes de Tancredo Neves e Ulisses Guimarães. A proliferação dos partidos, muitos até sem nenhum respaldo ideológico, trouxe à tona, a necessidade das barganhas, as chamadas « toma lá, dá cá », grandes embriões da infidelidade que, ao longo dos tempos vêm crescendo assustadoramente.
Nascia, concomitantemente, a obrigatoriedade de se colocar a palavra PARTIDO, para que as agremiações tivesses seus registros oficializados. O MDB passou a ter um nome maior: PMDB, mesmo com a letra P um pouco diferente das demais. Hoje não mudou apenas o nome, mas o caráter de alguns PARASITAS que se aproveitaram da grandeza do partido para tirarem proveito próprio. A infidelidade aos princípios éticos do PMDB vem crescento desenfreadamente. No Senado, são muitos os que, benefiaciados pelas esmolas do Palácio do Planalto, trairam a filosofia do partido e a confiança dos eleitores conscientes, proferindo discursos inflamados em defesa do PT, o maior algoz do PMDB nos áureos tempos de Ulisses Guimarães.
Conversando com um prefeito de quem eu era grande amigo, entre um gole e outro de cerveja, entrei nos méritos da questão. Ele apenas ouvia o meu relato, enquanto, vez por outra, deixava escapar um leve sorriso. Depois foi a vez dele dizer : «Não tiro a sua razão, pois esta é a grande verdade ! Só quero te dizer que a infidelidade deixa de existir a partir do momento em que, por discordar de alguma posição tomada pelas suas lideranças, o político troca de partido, escolhendo um que atenda às suas ideologias. E é assim que deve agir o político que não se sente à vontade no seu partido de origem. Isso, por sinal, é muito natural».
O caráter daquele homem público era algo admirável. Fiel ao seu partido, o PMDB, cumpriu o seu mandato de forma irrepreensível, não deixando espaço para suspeitas. Foi prefeito uma só vez, o suficiente para mostrar que se pode governar sendo fiel ao partido e honesto na condução dos destinos do município. Foi para mim um grande mestre e para o município, um exemplo de caráter.
Certa vez, uma jovem perguntou ao seu namorado e futuro marido: «o que você entende por fidelidade?». Ele colocou uma das mãos no queixo, coçou a cabeça e, antes que dissesse qualquer coisa, a jovem disse: «Por que você tem tanta dificuldade para responder? Por acaso você acha que eu posso confiar em quem não dá importância a um dos pilares de sustentação do casamento?». E você? Já tentou aperfeiçoar a sua fidelidade, ou ainda é daqueles para quem ela depende das oportunidades?
Na década de 70, eu fazia a campanha política de um candidato, na cidade de Patos, no sertão paraibano e recebi a incumbência de visitar alguns locais na zona rural. Chegando em um sítio com uma população de pelos menos duzentas pessoas, cheguei em uma residência, onde fui muito bem recebido. Tomei água de pote e, em seguida, um cafezinho daqueles torrados em casa. Ia tudo às mil maravilhas, até que falei em política e pedi votos para o meu candidato. Para minha surpresa, o cidadão, matuto por natureza, respondeu : «gosto muito de você e lhe respeito muito, mas aqui a gente vota mêrmo é no doutô Fulano!». Quanta fidelidade num homem sem diploma, pobre de bens materiais, mas rico de caráter.
Esse fato eu contei aos meus filhos, quando um deles me questionou sobre FIDELIDADE. Aliás, aquela foi uma lição de vida que guardo comigo até hoje e espero deixar como herança para os meus filhos. Aprendi com aquele matuto, homem da roça, mãos calejadas e pele queimado do sol causticante do sertão da Paraíba, que os bens materiais, os anos de faculdades e a convivência com os intelectuais não são capazes de levar o homem a respeitar os seus semelhantes.
Ligo a televisão e vejo políticos mentirosos pregando o que não vivem, na tentativa de ludibriar os menos esclarecidos. Palavras como RESPEITO, ÉTICA, CARÁTER, VERGONHA e outras semelhantes são pronunciadas por bocas apodrecidas pela insensatez de muitos que traíram a confiança dos amigos. Vejo o triste e vergonhoso exemplo de um deputado que apoiava um candidato à Presidência da República e, no meio da campanha, o abandonou para apoiar outro, cujo partido político nada tinha a ver com o seu. Esse cidadão, que age desavergonhosamente, não tem o mínimo de pudor e de vergonha ao falar de ética.
E agora? Já deu para você entender o que é FIDELIDADE? Espero que, depois de tantos exemplos, você seja capaz de fazer uma lista de políticos infiéis, ou traidores, como queira. Se quiser uma lista menor, para ganhar tempo e espaço, opte pelos políticos fiéis. Embora saibamos que é difícil mas não impossível, vale a pena o sacrifício.
Um abraço e paciência na escolha dos homens de caráter.