CARA E COROA: AS DUAS FACES DA MOEDA
Aproximam-se as eleições, quando os brasileiros teremos a oportunidade de escolher os políticos que haverão de nos representar nos mais diversos cargos eletivos. As atenções estão voltadas para os pronunciamentos dos candidatos que, certamente, tentarão sensibilizar os seus eleitores com planos de governo que, a exemplo dos demais, nunca sairão do papel.
Enquanto os eleitores estamos preocupados com algumas mudanças na política nacional, o Ministério Público abre um leque sobre alguns nomes que deverão concorrer aos cargos públicos. Em Brasília, por exemplo, a investida foi contra o ex-governador José Roberto Arruda, que acabou sendo preso pela Polícia Federal e tendo o seu mandato cassado posteriormente.
O caso foi tão surpreendente, que deixou muita gente perplexa. Uns até chegavam a perguntar o porquê daquela tão abrupta decisão judicial. Estaria tudo aquilo lagado ao fato do governador está com mais de 80% da preferência popular, sendo, desta forma, imbatível nas urnas? Por que tudo acontecia às vésperas de uma campanha eleitoral? Quem era esse tal de Durval Barbosa? Uma carta furada guardada nas mangas dos advewrsários do governador? Que credibilidade teria ele para ser tão ovacionado pelos opositores do Sr. Arruda? Estas eram algumas das muitas perguntas feitas pelos então atônitos adeptos do governador.
Mas, apesar da indignação de muitos pela maneira como as coisas fluiram, o governador merecia realmente a punição que lhe fora aplicada. Pelo menos é assim que eu penso. As provas eram contundentes e não havia como fugir da triste realidade. José Roberto Arruda estava sepultado politicamente. Mas isso não tira os méritos de sua administração. Seria o melhor governador de toda a história do Distrito Federal. E isso não é nada bom para os seus adversários políticos que sonham há anos com o Palácio do Buriti.
Vendo a ação do Ministério Público, cheguei a pensar na possibilidade de se reabrir as investigações contra a máfia do Palácio do Planalto, patrocinadora do famigerado Mensalão do PT. Já estava vendo presos na Superintendência da Polícia Federal, a exemplo de José Roberto Arruda, os criadores do maior escândalo da história deste país: o mensalão. Ali estariam José Dirceu, José Genoino, José Mentor, Antônio Palocci e outros comparsas. Seria um grande passo para a moralização nacional.
Mas as coisas não funcinaram assim e eu fiquei a desacreditar nos homens que fazem o MP. Foi aí que descobri o grande erro cometido pelo ex-governador José Roberto Arruda: não pertencer ao PT ou não ser amigo íntimo do Presidente Lula. Para concretizar o que para mim era apenas desconfiança, veio o caso do Senado da República, com o Senador José Sarney acusado de vários tipos de corrupção. Blindado pelos senadores petistas, bem orientados pelo Palácio do Planalto, o presidente do Senado saiu ileso de todas as onze acusações (provadas e comprovadas) contra sua pessoa.
O cara e o coroa estava mais que patente. Ali estavam as duas faces da moeda mais do que nunca escancaradas diante de todos os brasileiros, desde os mais inteligentes aos mais subservientes. A cada passo nos aproximamos das injustiças provocadas por aqueles que vivem em conluio que as forças opressoras. Não podemos e nem devemos dar mais crédito àqueles que são financiados pelo dinheiro dos nossos impostos para nos defender, quando, na realidade, estão a serviço dos interesses políticos de quem governa uma ditadura civil camuflada de democracia.
Depois de anularem as forças do ex-governador José Roberto Arruda, os membros do Ministério Público se mobilizam para uma ação mortífera contra uma possível candidatura do também ex-governador Joaquim Roriz. Aí pronto! O candidato do PT, estará com o campo livre para ver fortalecida a sua campanha ao Governo do Distrito Federal. Mas será que vão também usar o rolo compressor contra o Sr. Rogério Rosso, caso este seja realmentre candidato ao Governo do DF? Por favor, não façam isso! Deixem pelo menos esta opção para os eleitores brasilienses! Afinal, ninguém está obrigado a votar no candidato tirado do colete do Palácio do Planalto.
O que me deixou pasmado foi ver o nome do Sr. Tadeu Fillipeli, como vice na chapa do PT. Minha indignação não se deve ao fato de vê-lo como trampolim de Agnelo Queiroz, mas sim pelo fato de saber que ele pertence ao PMDB, um partido que foi tantas vezes atacado radicalmente pelo prepotente e arrogante PT. Mas talvez ele, assim como outros parasitas não conheçam o antigo MDB, o partido que tanto combateu a ditadura militar e que, hoje, como PMDB, sente-se envergonhado, daqueles que usam esta honrosa sigla para benefício próprio, nem que para isso sirvam de capachos para os gananciosos pelo poder.
E por falar em Agnelo Queiroz, ele deve estar preparado para se defender, caso alguém queira trazer à tona o escândalo do Ministério dos Esportes, no qual o nome dele foi envolvido. Trata-se das comemorações do seu aniversário realizadas, para as quais foi usada a estrutura daquele Ministério.
Mas tem ainda aquele caso em que ele foi envolvido, ao receber diárias do COB para os Jogos Panamericanos. Aí o senhor Agnelo Queiroz, a exemplo de outros políticos, vai enfrentar as pressões do Ministério Público (ahahahahahahahah...).
Como em campanha tudo é válido, até as seis grandes crises políticas por que passou o governo Lula podem fazer parte do cardápio dos adversários do PT. Aí entram o caso Waldomiro Diniz; o escândalo dos Correios; o escândalo do Mensalão; o caso Francelino Santos Costa - o caseiro; o escândalo dos Sanguessugas (caso das ambulâncias); o escândalo do Dossiê; etc.; etc.
A grande verdade é que fica muito difícil saber em quem devemos votar. Para os puxa-sacos não tem problema nenhum. Afinal, os subservientes não enchergam um palmo à frente do nariz! Eu já estou quase decidido a votar em dona Marina Silva, sabe! Isso se não pressionarem o MP a arrumar uma desculpa para obstruir a sua candidatura.
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